terça-feira, 28 de abril de 2009







Por mais que tente eu compreender
Jamais poderei, este mistério
Toda lua é pouca prá anoitecer
Toda a folha é pouca prá outonecer
Jamais saberei este mistério

Qualquer nota uma sonora melodia
Qualquer galho uma sombra prá descansar
Qualquer flor prá encantar
O que por si só já é puro encantamento,
O que já, sozinho, se irradia.

Todo o azul é pouco prá descrever a calma
Toda esperança é pouca prá se sonhar mais sonhos
Todo o infinito é pequeno prá descrever
Este “não sei quê” que vem nesta alma
Alma pequena que a Misericórdia alcançou.

Nosso amor é assim...
Inexplicavelmente perfeito, num mundo imperfeito
Consegue ser puro, mesmo que irradiado de dois corações
Que, humanos, erram... sempre... a toda hora...
Mas que compreendem, perdoam, e rejuvenece
À mesma medida que envelhece...

Como compreender então este amor?
Talvez nunca possa...
Talvez eu nem queira ...
Talvez o mistério de tudo
Seja a permanência do mistério para sempre...


(Eloisa Rocia)

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