quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sereno, sereno...


Folha verde pensa, gota de orvalho que se esquiva timidamente,
como cobra no chão, desenhando as nervuras simetricamente arquitetadas...
 queda livre...
Ah, quisera eu que certos momentos da vida rodassem
 em slow motion...
Splaft na relva verde
e  uma gota torna-se  3, 6, 9  microgotículas do mesmo sereno de outrora.
Não com a mesma forma,
Quase evaporado,
Mas o mesmo orvalho
Outrora, tivera aspecto de espelho esferoide,
Lupa detectora das perfeições das matizes da flor
Orvalho, sereno, Rocio...

(Pesquisando, descobri que Rocio é um sinônimo para tal evento da natureza...
Senti um capricho terno de uma mão suprema:
Rocia é meu sobrenome)

Amo o sereno... porque ele é sereno.
Aparece geralmente em noites claras e calmas, sem nuvem.
Sendo resultado da condensação do vapor da água,
 quando o dia aquece, ele logo se evapora, vai embora: mas não para sempre!
Fica esperando a próxima noite calma e serena...
E escolhe as folhagens a enfeitar...
Um dia em cada cidade, água viajante.
Quimera até noutros países?
Quanta cultura trará uma simples gota de orvalho?
Quanta sabedoria?
Sabedoria de tantos lugares e tempos distintos...
Sem nunca perder o teor...
Nunca perder a beleza sutil e humilde
Que quase ninguém vê.
Muitos pisoteiam, mas ele não se importa.
Ele é o que é. E sempre será.
E talvez eu tenha a sorte de vê-lo cair,
em slow motion, amanhã cedo de novo.

Eloisa, ROCIA

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