quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Se...

O que seria se não tivesse sido?
Se tivesse sido o que não foi?
Fosse eu diferente...
Quem eu seria?
E se as duas torres não tivessem caído?
E se o muro de Berlin estivesse intacto?
(entre nós)...
Quem é o destino afinal?
Não sinto o sopro dele em meus ouvidos.
Sigo sozinha, a esmo
Tentando fazer o melhor...
Quase nunca acerto.

O que seria (de nós) se o nosso mundo não tivesse caído?
Afinal, que máscaras usaríamos?
Teríamos ou não solução?

Existem coisas que insisto em não pensar,
Mas quando a brisa bate em minha face
tenho ligeiras distrações primaveris
Lembranças que trazem saudades
Lembranças que não gostaria de ter.

Quero um lápis para reeditar o texto
Uma borracha para apagar pessoas e fatos

Quero isso da ciência
Apenas isso
Esquecer
Não lembrar
Não cogitar hipóteses
Seguir com meus remédios de Esquizofrenia Paranóide
E viver uma vida comum, cheia de tarjas pretas.
Prá ser uma normal descerebrada.
Do contrário, minha vida se torna incompatível com esse planetinha azul.
(Eloisa Rocia)

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