quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

27 de janeiro de 2000


Sutilmente se foi,
Como sutilmente viveu

Naquele dia, de sol e calor,
O céu que era ouro, enferrujou
Como se enferruja um prego na areia.

O que era importante perdeu a graça,
Tudo se entristeceu ao redor.
Um ano que iniciou com um fim...
e terminou com um começo.

O que ficaram foram fotos,
um violão velho, um piston
e um caderno de partituras com a sua letra feia.

Teus sofejos ficaram muito tempo em meus ouvidos,
e até hoje em meus sonhos.
Teu jeito de me apoiar, de investir em mim...
De tirar leite de pedra para alimentar meus caprichos...

O som do violão já não ouço mais.
As plantas murcharam, sentindo a sua falta.
Das três estrelas, não vistes nenhuma,
embora estejas perto das constelações.

O dia, que era cheio de cores,
perdeu um pouco do azul
Mas vale a pena pensar e crer
que um dia nos reencontraremos,
num abraço eterno,
e poderei sentir de novo o cheiro da relva fresca
e a cor do sol.

Nas minhas tentativas, pouco acertei.
Mas do teu olhar, já de mãos dadas com a irmã morte,
jamais me esquecerei:
porque me olhaste, como que me aprovando em tudo.
E este olhar me dá forças ainda hoje,
anos depois de ires encontrar o Pai, meu pai.

Te amarei sempre, e seguirei teu exemplo
de amor à família, de força, garra,
loucura... e da tua incansável paz de espírito!

ELOISA

1 comentários:

JOSE LUIS CARVAJAL disse...

Muy bello, me uno a tu oración, con todo mi afecto...

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Olá, amiga, amigo...
Espero que tenha gostado do blog e que volte muitas vezes neste espaço!
Abraço!
Eloisa