domingo, 13 de novembro de 2011

Chuva...

Chuva amena sobre as telhas
pianissimamente canta
Uma canção que só aos nobres cabe ouvir,
Um cheiro que só aos pobres cabe decifrar...
Sereníssima como a fonte
Rítmica como música
Tênue, mas ágil
Flácida, más lúcida.

Chuva amena... conta-me os segredos que existem no céu
Onde se esconde o Criador?
Onde se faz o verão e a neve e outras chuvas mais?
Conta-me ao ouvido
Já é noite, todos dormem absorvidos em seus sonhos...

Canta-me, chuva amena
Uma música ao ouvido,
Uma canção que me faça ninar e sonhar
Com os tempos de menina
Tempos em que eu era tudo o que precisava ser
Canta-me ao “pé do ouvido”
Canções de outrora
Que me façam sonhar e esquecer,
 por um momento,
do tormento que é o agora.

(Eloisa Rocia)

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